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Aspectos Histórico-culturais

Históricos

Povoação / Origens

 
Desde que a esquadra comandada pelo português Pedro Álvares Cabra I chegou ao Brasil, em 1500, o território catarinense passou a ser visitado por navegadores e aventureiros de vários países da Europa - portugueses, espanhóis, franceses, holandeses. Alguns estavam apenas de passagem pelo litoral catarinense e outros decidiram ficar, convivendo com os amistosos índios que habitavam a nossa terra.

Só bem mais tarde, por volta de 1660, começaram a surgir os primeiros povoados no litoral de Santa Catarina. Foi quando o português Manuel Lourenço de Andrade estabeleceu a vila de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco, atual cidade de São Francisco do Sul, no Norte do Estado. Em 1675, o bandeirante paulista Francisco Dias Velho iniciou a ocupação da Ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis. No ano seguinte, o também paulista Domingos de Brito Peixoto fundou Santo Antônio dos Anjos de Laguna, atual cidade de Laguna, no Sul do Estado. O primeiro núcleo de moradores fora do litoral só viria a surgir em 1775, com a fundação da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lajes, atual cidade de Lages, no Planalto Serrano.

Colonização Europeia


Santa Catarina foi colonizada principalmente por açorianos, alemães e italianos. Os açorianos começaram a ser trazidos para a província por volta de 1750, com o objetivo de ocupar o território cobiçado pelos espanhóis. Em três anos, desembarcaram cerca de 6.500 deles. Os alemães viriam um pouco mais tarde, a partir de 1829, quando pouco mais de 500 pioneiros fundaram a colônia de São Pedro de Alcântara, na região da Grande Florianópolis. Já os italianos começaram a chegar a Santa Catarina em 1875, estabelecendo-se principalmente no Sul do Estado.

Invasão Espanhola


Em fevereiro de 1777, durante guerra entre Portugal e Espanha, a Ilha de Santa Catarina foi invadida pelos espanhóis, comandados pelo navegador Pedro de Zeballos. O sistema de defesa projetado pelos portugueses, que incluiu a construção de quatro fortalezas, não evitou a invasão. A posse da Ilha de Santa Catarina foi devolvida a Portugal no fim do mesmo ano, como resultado de um acordo assinado pelos dois países, o Tratado de Santo Ildefonso.

República Juliana


Em julho de 1839, Laguna, no Sul de Santa Catarina, foi ocupada por integrantes do movimento farroupilha, vindos do Rio Grande do Sul. Insatisfeitos com a falta de interesse do governo pelo Sul do país desde a Independência do Brasil, em 1822, esses revolucionários declararam Laguna a capital da República Juliana, nome inspirado no mês em que tal fato ocorreu.
Pelos planos dos líderes do movimento, Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro, a República Juliana formaria uma confederação com a República Rio-grandense, que havia sido proclamada quatro anos antes no estado vizinho.
Mas o governo brasileiro retomou Laguna em novembro daquele mesmo ano de 1839, menos de quatro meses depois da proclamação da República Juliana. Os farroupilhas se preparavam para invadir Desterro, atual Florianópolis, quando foram surpreendidos pelo ataque de 13 navios e mais de 3 mil homens enviados pelo governo. No Rio Grande do Sul, o movimento persistiria até 1845.
Durante a permanência de Giuseppe Garibaldi em Laguna, o revolucionário conheceu Ana de Jesus Ribeiro, jovem nascida na cidade que se tornou sua esposa e passou a ser chamada Anita Garibaldi. Anita ficou conhecida como "Heroína de Dois Mundos" por ter acompanhado o marido não apenas nos combates no Brasil (tanto em Santa Catarina quanto no Rio Grande do Sul), mas também no Uruguai e na Itália, onde Giuseppe foi herói da Unificação Italiana, processo que levou regiões dominadas por outros países a formarem novamente a Itália.
O casal teve quatro filhos. Anita morreu em 1849, com apenas 28 anos, quando estava grávida do quinto filho, vitimada possivelmente por tifo ou malária. O nome de dois municípios catarinenses, Anita Garibaldi e Anitápolis, homenageiam essa mulher considerada um símbolo de coragem.

Revolução Federalista


Os primeiros anos após a proclamação da República, em 1889, foram de grande turbulência política. Em 1893, estourou no Rio de Janeiro a Revolta da Armada, que visava tirar do poder o presidente Floriano Peixoto ("Armada" era o antigo nome da Marinha).
Quando os rebeldes foram combatidos pelo governo, alguns navios comandados por eles saíram do Rio de Janeiro e seguiram rumo ao Sul do país. Atracaram em Desterro, atual Florianópolis, que foi dominada e proclamada capital provisória da República.
Sem ter como resistir à invasão, a pequena capital catarinense passou a conviver com os rebeldes. Enquanto isso, o presidente Floriano Peixoto tratava de comprar novos navios para retomar a cidade. Isso acabou acontecendo em abril de 1894, quando os revoltosos foram derrotados pelo governo. Quem não conseguiu escapar foi preso e levado à Ilha de Anhatomirim, onde quase 200 homens foram enforcados e fuzilados na Fortaleza de Santa Cruz, sob a acusação de conspirar contra o governo.
Entre os homens mortos em Anhatomirim estavam vários nativos, acusados de colaborar com os inimigos do governo depois que a cidade foi invadida. Essas mortes causaram muito sofrimento aos moradores de Desterro. Como se não bastasse, um deputado, chamado Genuíno Vidal, propôs que o nome da cidade fosse trocado para Florianópolis, para que a vitória de Floriano Peixoto ficasse para sempre marcada na memória do povo.
Ninguém pôde contestar a proposta na época, pois o provável destino de quem o fizesse seria também o fuzilamento. Assim, a cidade passou a se chamar Florianópolis a partir de 1 º de outubro de 1894. Ao longo do tempo, surgiram alguns movimentos que pregaram a mudança do nome Florianópolis, sem sucesso.

Guerra do Contestado


O Contestado foi uma revolta popular ocorrida entre 1912 e 1916 em uma parte do território catarinense disputada também pelo Paraná.
O principal motivo da revolta foi a concessão de terras pelo governo brasileiro a uma empresa dos Estados Unidos, a Brazil Railway Company. Em 1908, essa empresa foi incumbida de construir a estrada de ferro entre as cidades de São Paulo, capital do estado de mesmo nome, e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Em troca, poderia explorar uma faixa de 30 quilômetros ao longo da ferrovia (15 quilômetros de cada lado).
O problema é que muitas famílias viviam nessas terras. Essas famílias foram desalojadas, mas, para amenizar a insatisfação decorrente disso, a empresa ofereceu trabalho na construção da ferrovia. A situação se manteve sob controle por algum tempo. Ao final da obra, contudo, os moradores se revoltaram por terem ficado sem as terras de onde obtinham sustento.
Nesse contexto surge, como líder espiritual da população insatisfeita, o monge José Maria. Um movimento começou a se organizar e o crescente número de adeptos preocupou o governo brasileiro, que enviou tropas para a região. Tropas paranaenses passaram também a combatê-lo.
O monge José Maria foi morto logo no primeiro conflito, em 1912, mas sua morte reforçou ainda mais a disposição para luta de seus milhares de seguidores. Eles passaram a realizar saques em fazendas da região, onde conseguiam comida e armas. Os conflitos se estenderam até 1916, quando foi capturado o último líder dos rebeldes, conhecido como Adeodato. Estima-se que pelo menos 10 mil pessoas tenham morrido ao longo dos quatro anos de conflito.


Culturais

Dados Populacionais


Santa Catarina é o 11º estado mais populoso do país, com 5.948.536 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2006). É um Estado com perfil jovem -64,56% dos habitantes têm menos de 40 anos; 31,33% têm menos de 20 anos de idade, enquanto 10,38% têm 60 anos ou mais.
Um dos grandes encantos do nosso Estado é o caráter multicultural de sua população, formada por influências de diversas etnias.

Indígenas


Eles já estavam aqui muito antes da chegada do homem branco, em 1500, e do desembarque posterior de milhares de açorianos, alemães e italianos, as principais correntes de imigrantes que colonizaram o nosso Estado nos séculos XVIII e XIX. Santa Catarina era habitada por três grandes grupos indígenas: os guaranis, os xokleng e os kaingang. Cerca de 10 mil de seus descendentes vivem hoje em quase 30 áreas indígenas espalhadas pelo Estado.

Açorianos

    
Os imigrantes oriundos do Arquipélago dos Açores começaram a chegar em grande número ao litoral catarinense no século XVIII, como parte do movimento de colonização planejado pela coroa portuguesa para ocupar o Sul do Brasil e desencorajar possíveis invasões. Atualmente, em cidades como Florianópolis, Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul, a influência dessa colonização pode ser encontrada na arquitetura, na culinária baseada em frutos do mar e em tradições como a pesca artesanal e a renda de bilro.

Alemães


Os alemães chegaram a Santa Catarina ao longo do século XIX, fundando colônias como São Pedro de Alcântara, Blumenau e Joinville. Logo se espalharam por toda a região Norte do Estado e pelo Vale do Itajaí, onde instalaram os primeiros teares daquele que viria a se transformar no principal pólo têxtil do país. Dedicaram-se a cuidar de suas pequenas propriedades e iniciaram negócios, alguns dos quais se desenvolveram a ponto de se tornarem importantes indústrias. Atualmente, os descendentes de alemães representam 35% da população do Estado.

Italianos


O último grande grupo de imigrantes a desembarcar em Santa Catarina e a contribuir fortemente para a formação da identidade catarinense foi o dos italianos, já às portas do século XX. Instalaram-se principalmente na região Sul, em cidades como Criciúma, Tubarão e Urussanga. Nessas cidades, a culinária e a arquitetura típicas podem ser apreciadas pelos visitantes. Atualmente, 45% dos catarinenses descendem de imigrantes italianos.

Outros Imigrantes


Em diferentes regiões do Estado é possível encontrar ainda descendentes de africanos, poloneses, russos, ucranianos, japoneses, austríacos, noruegueses, húngaros, sírios, libaneses, gregos, enfim, dezenas de ingredientes do grande caldeirão cultural que é a população de Santa Catarina. Não se pode esquecer também da influência dos tropeiros gaúchos e paulistas que atravessavam o Estado para transportar mulas para Minas Gerais.
Santa Catarina continua atraindo gente de todos os cantos do Brasil e do mundo. Dos moradores atuais, 15% não nasceram no Estado, um contingente de quase 900 mil pessoas que deixaram seus estados e países para viver em Santa Catarina. São pessoas que chegam em busca de boas oportunidades de estudo, trabalho ou, simplesmente, se encantam com a nossa terra e decidem ficar.

 

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